DE MARIANA – Penúltima escola de samba a entrar no sambódromo da Sapucaí nesta terça (28), no Rio de Janeiro, a Portela trouxe em seu enredo a importância dos rios na vida humana, desde a formação das civilizações e o comércio, até a urbanização. Ponto mais alto de um protesto político no desfile, a agremiação exibiu dizeres como a palavra “crime” para lembrar da tragédia da barragem da Samarco, que dizimou peixes ao longo do Rio Doce e matou 19 pessoas, além de destruir o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana.

A escola de samba de Madureira também lembrou Paulinho da Viola e o samba “Foi um rio que passou em minha vida”. Enquanto percorria a avenida a Portela exibiu, em sua quarta alegoria, elementos manchados de lama para retratar a temática do Rio Doce. Nas demais alegorias, a escola se vestiu de cores vibrantes para demonstrar as lendas e religiões.

De acordo com a organização da escola, dirigida pelo carnavalesco Paulo de Barros, o desfile “foi um rio que invadiu a avenida”.

Vitoriosa

Em uma disputa apertada, o título de campeã foi decidido na apuração do último quesito (enredo). A Portela terminou a apuração com 269,9 pontos, apenas um décimo a mais do que a escola que ficou em segundo lugar, Mocidade Independente de Padre Miguel, com 269,8. A Salgueiro ficou em terceiro, com 269,7 pontos. O último título conquistado pela Portela tinha sido em 1984.

As escolas de samba são avaliadas em nove quesitos: alegorias e adereços, bateria, fantasia, samba-enredo, comissão de frente, evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira e enredo.

As seis primeiras colocadas se apresentam novamente no Desfile das Campeãs, no próximo sábado (4).

 

/COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIA BRASIL

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