Manifestantes vão utilizar pneus para fechar três localidades em Mariana. Foto: Reprodução WhatsApp

Manifestantes vão utilizar pneus para fechar três localidades em Mariana. Foto: Reprodução WhatsApp

DE MARIANA – Com o lema “Justiça sim, desemprego não”, cidadãos marianenses e ouro-pretanos cercam locais de Mariana em protesto na manhã desta segunda-feira (07). A decisão foi marcada pelas redes sociais, e cobra por respostas aos trabalhadores, que se dizem prejudicados pela paralização das atividades da Samarco, que ocorre desde o rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015.

De acordo com os organizadores, a manifestação pretende chamar a atenção dos governos municipal, estadual e federal sobre a “importância de punir a Samarco no que lhe cabe”. O ato reivindica também a análise, “o quanto antes”, do pedido de licenciamento  protocolado no final do mês passado na Superintendência Regional de Regularização Ambiental Central Metropolitana (Supram) pela  Samarco, para liberação da cava Alegria Sul, pertencente ao Complexo Mariana. Se aprovado o requerimento, a empresa deve solicitar a suspensão do embargo das atividades e voltar a operar.

A previsão é de que o protesto se inicie às 4 da manhã. Os manifestantes pretendem cercar com pneus três pontos na cidade: o trevo em direção à Ponte Nova, as proximidades da rodoviária, e na saída para as mineradoras, próximo ao Bairro São Cristóvão.

Mobilização pelas redes

Criado há uma semana, o grupo no WhatsApp “Resposta ao trabalhador” tem cerca de 230 pessoas e foi o meio em que os cidadãos de diversos setores de Mariana e Ouro Preto planejaram os atos desta segunda. Segundo a organização, o protesto conta com a participação de “todos os setores, comércio, turismo,  trabalhadores e atingidos pela barragem [da Samarco].”

Grupo criado no aplicativo WhatsApp tem cerca de 230 pessoas e foi utilizado para organizar a manifestação. Foto: Reprodução

Grupo criado no aplicativo WhatsApp tem cerca de 230 pessoas e foi utilizado para organizar a manifestação. Foto: Reprodução

“O gigante vai acordar hoje às 5h da manhã, pois Mariana está sofrendo cada dia mais com o desemprego na cidade. Então vamos mostrar para eles que Mariana tem força. Não são 600 desabrigados, são 60 mil isolados”, diz a organizadora  Poliane Aparecida de Freitas, 28.

Para outro manifestante, que preferiu não se identificar, “Mariana está morrendo. Somos vítimas e ninguém está dando respostas. Todos têm um pai, amigo, irmão ou mãe que está desempregado. Estamos unindo forças. Queremos uma resposta aos trabalhadores, que são o outro lado da moeda”.

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