A cantora Valesca Popozuda em um de seus shows em São Paulo. Foto Paulo Liebert/Milenar Imagem/CC

A cantora Valesca Popozuda em um de seus shows em São Paulo. Foto Paulo Liebert/Milenar Imagem/CC

O ano de 2015 acabou, mas as metas que deveriam ter sido alcançadas até aquele ano não podem ser esquecidas. Em 2000 os líderes mundiais decidiram oito metas, que seriam conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A terceira meta do milênio é alcançar a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. O prazo para o seu alcance era 2015; não é por acaso que a redação do Enem trouxe uma reflexão sobre a violência contra a mulher. Pensando nisso, podemos refletir especificamente no Brasil, como as cantoras Ludmilla e Valesca Popozuda têm contribuído para o Empoderamento Feminino.

Em menos de um mês, o clipe “24 horas por dia” alcançou mais de 6 milhões de visualizações no YouTube. A música “Não quero mais” já foi eleita uma das dez músicas mais tocadas nas rádios, e Ludmilla já apareceu em inúmeros canais, tanto da TV aberta como nos canais pagos.

Entre as várias formas de apresentação em seu show, Ludmilla chama atenção por enfrentar o machismo na nossa sociedade. Na última semana, a cantora postou um vídeo em sua rede social. A postagem mostra uma parte do show em que ela chama alguém da plateia para dançar. Ela dança para o fã, que permanece sentado. A postagem recebeu duras críticas: “Isso é feio quando cantores americanos fazem, imagina mulher”, mas também muitas mulheres se sentiram representadas. Gostando ou não das músicas dela, você não pode negar o seu alcance e muito menos a sua coragem. Em suas canções, a cantora mostra que a mulher também pode conquistar e não só ser conquistada, que a liberdade sexual é para ambos os gêneros e que a mulher não deve ser julgada por isso.

A cantora Valesca Popozuda segue a mesma linha de luta em favor da mulher. Além das músicas, declara explicitamente em entrevistas o seu posicionamento.

 

“Sou feminista desde que nasci. Vim de um berço onde a minha melhor inspiração foi e continua sendo a minha mãe.” 

Valesca Popozuda, em entrevista ao El País.

 

Estamos em construção, mas podemos dizer sim que estamos cada vez mais próximos da terceira meta do milênio. Que 2016 seja um ano repleto de conquistas para os direitos humanos. Que dentro das músicas e fora delas, a mulher possa empoderar-se.

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