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Por que clamamos a volta da mineração?

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A tragédia do dia 5 de novembro de 2015, em que a lama desceu sobre Bento Rodrigues e se espalhou pelo rio Doce e causou prejuízos dos mais diversos (econômico, social, ambiental, cultural e humano), ainda assombra o cotidiano do nosso povo. Talvez, tirando as vidas perdidas — esse sim, o maior prejuízo —, o aumento significativo do desemprego ainda é o grande drama vivido pela nossa região.

De lá pra cá, muitos pais e mães de família ficaram desempregados. São pessoas que dedicaram as suas vidas ao trabalho da mineração. Sei que nós, de Mariana, de Ouro Preto e da região como um todo, precisamos pensar alternativas, econômicas e sociais, à atividade minerária. Entendo que há espaço, desde de que seja feito com planejamento, para a exploração de outras atividades de subsistência e que promoveriam o desenvolvimento das cidades que circunvizinham a região dos Inconfidentes. Cito, como principal exemplo, o turismo cultural.

Por outro lado, não podemos negar a nossa grande vocação! A atividade minerária está no DNA de nossa gente e se confunde com a história de Minas. É certo que tragédia como a que aconteceu em Mariana jamais poderá se repetir. Aliás, nunca deveria ter acontecido!

Aliado a isso, é importante que se faça uma discussão séria e profunda acerca de uma nova era para a mineração em Minas. É preciso que a Samarco (e outras empresas) apresente novas tecnologias e demonstre capacidade de operar com total segurança.

Que sejam apurados (estão sendo pelo Ministério Público e outros órgãos competentes) os fatos e devidamente penalizados os responsáveis por esta tragédia sem precedentes. Mas precisamos seguir em frente. Precisamos devolver os inúmeros empregos perdidos ao nosso povo.

Faço tal reflexão para falar da importância da retomada, com critério, zelo e responsabilidade, das atividades da Samarco, a maior empregadora da nossa região. Com as portas fechadas da mineradora, todos perdemos! Ao contrário do que pensam alguns, a paralisação da Samarco afeta não somente os trabalhadores que dela dependem diretamente, mas sim a economia de toda uma região. Municípios deixam de arrecadar, trabalhadores deixam de ganhar os seus salários, empresários deixam de investir e comerciantes deixam de vender. É, sem dúvida, “uma reação em cadeia”!

Aliado a isso, é importante que se faça uma discussão séria e profunda acerca de uma nova era para a mineração em Minas. É preciso que a Samarco (e outras empresas) apresente novas tecnologias e demonstre capacidade de operar com total segurança.

A propósito, na próxima terça-feira, dia 23 de maio, às 9h30, a Assembleia Legislativa de Minas, por meio da Comissão de Desenvolvimento Econômico, irá debater, mais uma vez, a importância da volta da Samarco para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e, principalmente, da nossa região. Sintam-se, desde já, convidados a participarem de tal audiência pública!

Ao longo desses 19 meses após a tragédia, várias autoridades e lideranças, cada qual à sua maneira e na sua esfera de atuação, têm se desdobrado para solucionar os vários problemas— ambientais, culturais, sociais e econômicos – desencadeados pelo rompimento da barragem.

Enfim, por tratar-se de um problema complexo e de grande alcance social para Mariana, Ouro Preto e região, é preciso que todos estejamos engajados para que esse impasse seja resolvido da melhor maneira possível e que, caso a Samarco volte a operar como há forte indicativo, nos traga, além dos empregos, a segurança necessária para vivermos com tranquilidade.

As informações e opiniões expressas neste texto são de responsabilidade única do autor

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