DE MARIANA – Centenas de trabalhadores e estudantes da região paralisaram todas as atividades na última semana para protestar contra a contra a PEC 287, que propõe a reforma da Previdência Social.

Assim como aconteceu em diversas cidades do país, parte da população de Mariana e Ouro Preto realizou uma greve geral, na quarta (15), contras as medidas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), que tem entre suas mudanças a elevação do tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria, subindo de 15 para 25 anos.

Em Mariana a marcha acabou por volta das 11h em frente ao prédio da Prefeitura, onde os manifestantes reivindicaram um posicionamento do prefeito Duarte Júnior (PPS), em relação às medidas propostas pela reforma da Previdência.

Os participantes do protesto procuraram pelo prefeito, mas foram informados de que ele estava na capital, Belo Horizonte. Os demais funcionários da administração municipal não corresponderam às reivindicações do ato.

A mesma cobrança por um posicionamento foi realizada perante a Câmara Municipal, onde os manifestantes conseguiram pressionar as bancadas para a realização de uma votação, que ocorrerá na segunda (20), às 16h. O objetivo dos manifestantes é que a Câmara de Mariana e a Prefeitura se declarem contra a reforma da Previdência, enviando a decisão ao Congresso e criando maior pressão ante o Governo Federal.

O presidente da Câmara, Fernando Sampaio (PRB), declarou apoio ao movimento. “Eu também sou contra a PEC”, disse ele.

Os integrantes ainda se dirigiram à Escola Estadual Dom Silvério, na região central da cidade, onde ocorreu uma discussão sobre o cronograma de atividades do comando de greve. A Escola Estadual Professor Soares Ferreira entrou em greve como protesto contra a reforma da Previdência.

Sindicatos em Ouro Preto

Já em Ouro Preto os protestos ocorreram por volta das 17h, a partir da Praça Tiradentes. Após os discursos de manifestantes e vereadores, os integrantes caminharam pelas ruas da cidade e retornaram ao ponto inicial da passeata, encerrando as ações.

No ato estavam presentes representantes de diversas centrais sindicais da região.

Para o diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Fábio Garrido, deverão ocorrer novas manifestações pelo país no dia 28 de março, data prevista para o primeiro turno de votação da PEC 287 na Câmara de Deputados.

Na capital

Em Belo Horizonte os manifestantes se concentraram na Praça da Estação e de lá seguiram até a Praça da Assembleia. O ato foi convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem sindicatos, entidades estudantis e outras organizações sociais. Na avaliação dos organizadores, 150 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados e já recebeu mais de 140 emendas. Para a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, não é possível melhorar a proposta apresentada. “Essa reforma impossibilitaria o direito à aposentadoria. O problema dela é estrutural. Foi elaborada por quem não conhece a realidade da população brasileira.”

A reforma da Previdência é justificada pelo governo federal como uma necessidade diante do déficit que o sistema enfrenta. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, as despesas com benefícios previdenciários estão crescendo de forma insustentável.

//COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIA BRASIL

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