Henrique Matheus [de camiseta vermelha e branca] fala com a reportagem do VERTICES. Foto: Universo Produção/Flickr/CC

DE SÃO PAULO – A banda de rock mineira Transmissor, formada em 2006 em Belo Horizonte, é um dos 34 nomes que fazem parte do mais novo tributo ao Skank, o álbum ‘Dois Lados’.

Guitarrista e baixista da banda, o músico Henrique Matheus conversou com o VERTICES e contou alguns detalhes entorno do CD e sobre a participação da Transmissor no projeto, que tem previsão de lançamento em junho deste ano.

VERTICES: Quais motivos fizeram a banda fazer parte do projeto e o que ela espera dele?

Henrique: Nós já participamos de outros dois projetos parecidos, um deles do próprio Pedro Ferreira [o produtor de ‘Dois Lados’], que foi a coletânea ‘Re-trato’, do Los Hermanos, e a ‘Ainda somos os mesmos’, do Belchior, e foi super divertido, além de poder alcançar um público diferente do nosso.

Quais os desafios de se produzir um CD como esse, de tributo a uma banda?

É uma dinâmica completamente diferente da que estamos acostumados a trabalhar quando compomos e produzimos nossas próprias músicas. Essa coisa de partir de uma música pronta, consagrada, e dar uma cara diferente mas sem ficar forçado assusta um pouco no começo. Tentamos deixar a nossa assinatura, mas de uma maneira natural.

A banda já escolheu qual(is) música(s) irá regravar? O que levou a banda a escolhê-la(s)?

Quando o Pedro nos convidou, já tinha uma lista grande de artistas confirmados e as músicas mais conhecidas já tinham sido escolhidas. Fizemos uma audição dos discos [do Skank] e escolhemos a música ‘Siderado’, que é completamente diferente das nossas. Estamos no meio do processo de gravação e está sendo um desafio “massa”.

A banda irá regravar a música de acordo com o estilo musical tocado pela banda ou há uma linha geral a ser seguida por todos os artistas?

Temos liberdade pra fazer como quisermos, não foi dado nenhum direcionamento artístico. A ideia é deixar com a nossa cara e esse contraste, pelo fato da música ser completamente diferente do que fazemos, até ajuda. Começamos quase do zero, voz e violão, e aí fomos arranjando como se fosse uma música nossa.

Onde e quando serão as gravações?

Nós mesmos estamos produzindo e gravando no estúdio ‘Ilha do Corvo’, do Leonardo Marques, e vou mixar no ‘Frango no Bafo’, meu estúdio com Thiago Corrêa [voz, baixo, piano e violão na Transmissor]. Já gravamos quase tudo em um primeiro encontro e no dia 19 deste mês finalizamos parte das gravações.

Qual a importância do Skank para o cenário musical nacional?

Acho que eles influenciaram muita gente com essa mistura de reggae, dancehall, ritmos brasileiros e eletrônicos do começo da carreira, com letras que fugiam do lugar comum e ótimas melodias, em uma época em que o Brasil estava carente de boas bandas de Pop.

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